MARCAS
VEJA TODAS AS MARCAS
Alô Bebê na Copa
Você está em: Portal > Revista > Alimentação e estresse aumentam enjoos na gravidez
Assunto: Gravidez

Alimentação e estresse aumentam enjoos na gravidez

01/12/2007 - Texto por Daniela Dias

Toda vez que uma mulher em idade fértil tem náusea ou enjoo, a primeira associação que se faz é à gravidez. É tão comum relacionar enjoos à espera de um bebê que algumas mulheres os aceitam normalmente. E os enjoos são triviais, pelo menos nos primeiros três meses de gestação. Especialistas alertam que a continuidade desses sintomas pode estar ligada ao estresse e à alimentação inadequada. Eles dão dicas simples de como evitar enjoos e tornar esse período ainda mais prazeroso.

Segundo o ginecologista e obstetra, Dr. Osvaldo Vaiano, passar do terceiro mês enjoando não é natural. Ele alerta que o estresse, a ansiedade e a insegurança influenciam o bem-estar da mulher e o funcionamento harmonioso do organismo.

Com o metabolismo desequilibrado, a incidência dos enjoos é ainda maior. O médico aponta que manter o equilíbrio emocional e controlar a alimentação são as maneiras mais acessíveis de sanar ou amenizar o problema dos enjoos.

Reeducar os hábitos alimentares também auxilia a equilibrar o peso da gestante. Controlar a balança desde o início da gravidez é importante não só para driblar desconfortos alimentares, mas para evitar o surgimento de problemas como varizes e hipertensão.

Entre os alimentos que aumentam a incidência de enjoos estão as gorduras e os produtos condimentados. Por exigirem mais da digestão, sanduíches, salgadinhos e guloseimas devem ser evitados. Para o médico, estão na lista negra os alimentos fermentados (pães, bolos e tortas) e as frituras. Fora do cardápio diário também devem ficar o pão de queijo e a batata.

A nutricionista do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Universidade Estadual de Campinas (CAISM/Unicamp), Heloísa Cerqueira Job, reforça que existem mulheres cujo organismo não tolera leite, ovos e carne vermelha durante esse período. "A gestante deve substituir alimentos mais indigestos, como as frituras, por assados e cozidos", defende. Manter-se deitada após o almoço e o jantar deve ser evitado.

O ritmo acelerado das grandes cidades, os compromissos e a necessidade de equilibrar atividades profissionais e domésticas também influenciam o aparecimento dos enjoos. De acordo com dr. Vaiano, algumas mulheres têm a agenda tão tumultuada que não vivenciam integralmente a gravidez. 

Outras não se dão conta das especificidades desse período e passam por tensões que interferem em todo o organismo. Os especialistas também recomendam evitar odores fortes, ingerir menos café e abolir o consumo de cigarros e de álcool. Mulheres com histórico de problemas gastrintestinais são mais sensíveis aos enjoos. 

Mas, para o obstetra, a gravidez não desejada é a maior causa de estresse entre as gestantes. Querer e aceitar o bebê são atitudes essenciais para quem deseja uma gestação tranquila e saudável. Adaptar a alimentação é uma atitude rápida e eficaz para amenizar enjoos e náuseas, mas a persistência dos sintomas após o período habitual requer avaliação médica. 

Segundo Dr. Vaiano, é praticamente impossível prescrever um tratamento generalizado. Fatores como histórico, características orgânicas e problemas gastrintestinais não podem ser desconsiderados. Os sintomas também variam de mulher para mulher e, até, de gravidez para gravidez. Em alguns casos, há necessidade de intervenção com medicamentos e com terapias ocupacionais que permitam a tranquilidade e o relaxamento da gestante. Se não houver impedimento, o médico também recomenda a prática de atividades esportivas que auxiliem no equilíbrio da mente e no bem-estar físico.

Os enjoos decorrem de alterações hormonais, especialmente as relacionadas ao progesterona. Esse hormônio - produzido pelos ovários a partir da puberdade - "prepara" o corpo feminino. Nesse período, o corpo da mãe está se adaptando para abrigar e alimentar a criança. O hormônio é fundamental para a manutenção da gravidez.

Geralmente, os enjoos ocorrem a partir da sexta semana de gestação e, às vezes, é o que realmente evidencia a chegada de um bebê, embora algumas mulheres passem toda a gestação sem enjoar.

Alimentos que contribuem para redução dos enjoos

Nem tudo é proibido para a mulher quando o objetivo é evitar os enjoos. Há alimentos e práticas que, inclusive, contribuem para o equilíbrio orgânico das grávidas. Segundo Heloísa Job, fracionar as refeições é um desses hábitos. Dividir a alimentação em mais vezes, consumir menor quantidade por refeição e se alimentar a cada 3 horas é saudável. Essa rotina é indicada para todos que passam pelo processo de reeducação alimentar.

Além dos alimentos cozidos e de fácil digestão, estão liberadas para evitar enjoo, carnes magras, sopas, verduras e legumes e seus purês. Ingerir muito líquido nos intervalos das refeições também precisa ser hábito da mulher que pretende se livrar do enjoo. Já durante as refeições, a ingestão de sucos e outros líquidos pode contribuir para ocorrência dos sintomas. As frutas caudalosas são boas aliadas.

As mais ácidas como laranja, limão, kiwi, abacaxi, auxiliam o alívio da sensação de enjoo. O chá de gengibre também é indicado para combater náuseas e vômitos e o seu consumo é permitido para gestantes. Os cereais, biscoitos (água e sal) e as torradas são boas opções para o café da manhã.

Para que as futuras mamães saibam qual período da gestação os enjoos tendem a diminuir e também obtenham mais informações sobre as alterações no corpo dela e o desenvolvimento do bebê, a Alô bebê oferece a ferramenta Gravidez semana a semana.

Publicação:
Dezembro 2007 - Edição: 30

Avaliar:(+ ) (- ) +-