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Assunto: Bebê

Bebê prematuro pode ser saudável

01/05/2005 - Texto por Vanessa Castelo

A mamãe espera ansiosa, durante nove meses, pela chegada do bebê. Mas, se por algum imprevisto este prazo é antecipado e o bebê nasce prematuro, isto já é visto como um foco de preocupação para pais e médicos, que começam uma luta incansável para sanar qualquer problema que o recém-nascido possa desenvolver.

De acordo com o Dr. Walmar Augusto Miranda, pediatra e intensivista pediátrico da assistência médica domiciliar Home Doctor, a área de medicina intensiva neonatal, que responde pelos cuidados com os bebês prematuros, tem avançado muito nos últimos anos. "Há 20 anos, era muito difícil tratar um bebê prematuro abaixo de 1,5kg. Hoje temos resultados de sucesso com crianças de menos de 1 kg, consideradas prematuras extremas", comemora o médico.

O diagnóstico de prematuridade é muito complexo e pode ser constatado em vários graus, conforme o estado de saúde geral do bebê. O Dr. Miranda explica que uma criança nascida com menos de 37 semanas de gestação é considerada, teoricamente, prematura. "Porém, muitas vezes, estes bebês estão mais fortes e saudáveis que outros que nasceram na época considerada normal e podem ir para casa, sem nenhum problema". O peso do bebê é mais importante do que o período gestacional em que a mulher está no diagnóstico de prematuridade, mas cada caso precisa ser estudado particularmente.

Os principais cuidados que devem ser tomados com o bebê prematuro são relacionados ao sistema nervoso central, rins, pulmões e sistema auditivo. "São feitos exames complementares, além dos considerados de rotina, para saber se não há má formação destas áreas", afirma o pediatra. A atenção redobrada dos pais é muito importante e deve começar quando o bebê ainda está na barriga da mãe.

O tratamento pré-natal bem feito pode diagnosticar ou controlar problemas que possam antecipar o parto, como hipertensão ou diabetes. O aleitamento materno é imprescindível, além de consultas mais frequentes ao pediatra. "O acompanhamento médico tem que ser intensificado. A primeira consulta deve acontecer nos primeiros dias de vida, para que o profissional possa dar as orientações adequadas aos pais. As visitas seguintes devem acontecer semanalmente", alerta o Dr. Miranda.

Atendimento domiciliar antecipa a saída do hospital

De acordo com o estado geral do bebê, muitos casos mesmo considerados prematuros podem ser tratados em casa, com total acompanhamento médico. Empresas como a Home Doctor, de assistência médica domiciliar, disponibilizam profissionais que dão toda assistência aos bebês, pelo tempo que for necessário. "Muitas vezes, o bebê apresenta um quadro geral satisfatório e apenas uma dependência de oxigênio ou baixo peso. Podemos adiantar a saída do hospital e equipar a casa do paciente com o que for necessário. O conforto da família e o ambiente caseiro podem ajudar na recuperação da criança. Em média, se o recém-nascido apresenta um peso mínimo de 2 kg, e dependendo das complicações existentes, ele já pode ser liberado para tratamento domiciliar", diz o pediatra.

Algumas dicas ajudam as mamães com os cuidados ao bebê que é liberado do hospital:

  • coloque-o para dormir de lado, para evitar que engasgue com vômito;

  • coloque a criança no berço em uma elevação de, aproximadamente, 30º para que não aconteça refluxo;

  • nunca deite a criança de bruços. Esta posição está relacionada com diagnósticos de morte súbita em bebês.

Se, por outro lado, a criança precisar ser mantida no hospital, a dedicação dos pais muitas vezes reforça os laços familiares. O contato permanente com o bebê e com a equipe que o está tratando gera informação o tempo todo, deixando as famílias mais esclarecidas sobre o assunto. "Temos contato com famílias que passam tanto tempo no hospital, ao lado do bebê, que dizemos que eles saem de lá prontos para dar aula sobre o tema", afirma o Dr. Miranda.

Mãe Canguru

Uma ação de sucesso, desenvolvida em vários hospitais, é a Norma Brasileira de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso, o chamado Método Mãe Canguru, um tipo de assistência neonatal que implica no contato pele a pele entre a mãe e o bebê recém-nascido de baixo peso realizada de forma gradual.

A ideia é intensificar a participação da família na reabilitação da criança, que ainda precisa de cuidados hospitalares e reforçar o vínculo materno, porém não substituindo a tecnologia necessária neste momento. O método é realizado com o bebê sendo preso contra o peito da mãe ou do adulto responsável, com a menor quantidade de roupa possível e de modo gradativo, chegando à posição vertical.

O método Mãe Canguru é indicado para bebês que estão em situação clínica estável e peso superior a 1250 kg, com ganho crescente. Com os cuidados e a orientação adequada o bebê que nasce antes do prazo previsto pode desenvolver uma infância saudável e sem problemas futuros.

Publicação:
Maio 2005 - Edição: 23

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