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Assunto: Parto

Parto humanizado: você sabe o que é?

23/02/2017 - Texto por Carolina Peres

Parto humanizado

Qual o melhor parto? Se antes as possibilidades eram apenas o normal e a cesárea, hoje em dia o parto humanizado está sendo a opção de diversas mulheres que querem ter controle sobre o seu corpo e dar à luz com mais naturalidade.

O parto humanizado é uma das formas mais naturais que existe de se ter um bebê. O procedimento não é caracterizado em si como um tipo de parto, mas uma forma de se entender o momento do nascimento entre mãe e filho.

A humanização do parto ocorre quando a fisiologia e as decisões da mulher são respeitadas, tanto em relação a si mesmo quanto ao recém-nascido. Além disso, o procedimento apresenta o mínimo de intervenção médica, que deve ser autorizado pela gestante.

O parto humanizado pode ocorrer no hospital, mas também pode ser feito em casa, de cócoras embaixo do chuveiro ou em uma banheira, desde que tomadas as devidas precauções. A presença do médico é apenas como expectador, agindo somente caso ocorra algum problema, enquanto que uma doula auxilia a mamãe a passar por este momento da melhor forma possível. Além disso, para que a gestante possa realizar este tipo de parto, é fundamental que ela e o bebê estejam saudáveis.

A maioria das futuras mamães nem considera realizar o parto humanizado por não ter muita informação a respeito ou pelo médico indicar a cesariana como melhor opção. O método também recebe muitas críticas relacionadas à segurança, embora possa ser feito de forma tranquila e até mesmo agradável para a mulher. O entendimento pela mulher de que ela pode ter voz e tomar decisões durante o seu parto é imprescindível durante o nascimento!

O Ministério da Saúde está diretamente envolvido em iniciativas que buscam a humanização do parto e do nascimento, por meio da implementação de Centros de Parto Normal. Os locais têm como preceitos a participação da mulher nas decisões referentes às condutas do parto, a liberdade de movimentação e posições durante o trabalho de parto e o parto e direito a acompanhantes.

O intuito das iniciativas é estimular melhor o suporte ao nascimento de bebês no país. As práticas brasileiras vêm sendo questionadas pela Organização Mundial da Saúde com base nas mais recentes e importantes pesquisas devido ao alto número de cesáreas e métodos como a episiotomia (corte cirúrgico do períneo), a tricotomia (raspagem dos pelos pubianos) e o uso rotineiro da posição de decúbito dorsal (deitada de costas).

COMO FUNCIONA O PARTO HUMANIZADO

É importante deixar claro que o parto humanizado é bem diferente do parto normal! Neste último, a mulher não tem opção quanto à melhor posição e a procedimentos como o corte do períneo, embora a anestesia possa ser evitada. O recém-nascido também passa por processos que têm tido a utilidade questionada, como o corte precoce do cordão umbilical e o uso de colírio de nitrato de prata.

Quando a humanização do parto é a escolha da gestante, ela vira protagonista e decide a melhor maneira para ter o bebê. A maioria das parturientes sequer pede pela analgesia, que não impede os movimentos, pois sentem um conforto emocional tão grande que é capaz de reduzir a dor. Os familiares podem acompanhar e se envolver em todos os momentos, tornando o nascimento ainda mais especial.

É preciso respeitar o tempo de nascimento do pequeno. Por este motivo, você não poderá agendar a data do parto ou a duração do procedimento, pois o nascimento do bebê ocorre naturalmente. Existem casos de mulheres que levaram 24 horas para parir desta forma!

Após o nascimento, como nenhum tipo de intervenção é feita no bebê, ele é entregue diretamente para a mãe. A recomendação é de que a amamentação seja feita logo em seguida, respeitando as orientações da OMS de que o bebê deve ser amamentado em sua primeira hora de vida. Além disso, o cordão umbilical também só é cortado quando para de pulsar. Assim, para o bebê, o nascimento ocorre de uma forma mais tranquila e ele já estabelece desde o princípio os vínculos maternos.

O parto humanizado geralmente é acompanhado por um obstetra. Em caso do especialista detectar algum tipo de complicação, a gestante é imediatamente encaminhada para o hospital. No entanto, é função da doula ajudar a parturiente a manter a situação sob controle para evitar as intervenções.

COMO SE PREPARAR PARA O PARTO HUMANIZADO

Para estar pronta para encarar este parto, o primeiro passo é seguir à risca o pré-natal e saber se você e o bebê estão saudáveis, pois só assim é possível conduzir um parto com o mínimo de intervenções cirúrgicas.

O segundo passo é procurar um obstetra que entenda e faça partos humanizados, pois nem todos concordam e atendem a prática. É importante conversar com o profissional e tirar todas as dúvidas. Caso seja necessário, não há problema em trocar de médico na última hora para ter a sua vontade respeitada. Se você não conhece ninguém, procure fazer parte de grupos de apoio ao parto humanizado, onde você pode conseguir bons nomes de especialistas. Aproveite para conversar com mamães que já vivenciaram a experiência.

Vale ressaltar que a gestante deve querer verdadeiramente um parto humanizado, sentir e experimentar todas as sensações que ele propicia. Não se deixe levar por modismo ou pela opinião de terceiros.

DIRETRIZES DO PARTO HUMANIZADO

As novas diretrizes do parto humanizado tomam como base as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e também são aplicáveis para os bebês nascidos de cesariana se não houver contraindicação. São elas:

- O recém-nascido deve ser colocado imediatamente no abdômen ou tórax da mãe, de acordo com a vontade dela;

- O cordão umbilical é cortado somente após parar de pulsar;

- A mamãe amamenta o bebê ainda na primeira hora de vida dele.

Além das recomendações, desde 2014 é assegurado por lei o acesso ao parto humanizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, ainda é um pouco complicado realiza-lo no sistema público, pois os hospitais e equipes médicas estão mais preparados para realizar cesarianas e apenas alguns contam com doulas, suítes, banheira, bolas e outros equipamentos necessários.

A gestante que realiza o pré-natal no SUS deve comunicar a sua escolha para que a equipe médica dê orientações sobre o procedimento e o melhor local para realizá-lo. Se o hospital não disponibilizar doulas, você pode contratar a profissional e levá-la como acompanhante.

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