Desenvolvimento infantil: começar a andar

O fato de começar a andar é um acontecimento na vida do bebê  que encerra, na verdade, todo um ciclo de seu desenvolvimento neuropsicomotor. As etapas são, mais ou menos, as seguintes: de 0 a 3 meses, desenvolve-se seu tônus cervical, que o ajuda a sustentar a cabeça sobre o tronco; dos 3 aos 6 meses, seu tronco fica razoavelmente bem sustentado, o que lhe permite sentar de modo mais firme; dos 6 aos 9 meses, começa a apoiar-se apenas lateralmente e consegue sentar na cadeira ou no chão sem o auxílio das mãos; dos 9 aos 12 meses, sente-se mais livre para explorar seu próprio corpo e começa a engatinhar. Nessa fase é que se formam e se consolidam novas vias neurais no cérebro (especialmente no cerebelo, que integra ação muscular e equilíbrio).

Agora, o cerebelo assume o controle e ordena: ande! É importante ressaltar que as quedas das primeiras tentativas devem ser vistas com naturalidade; quando ocorrer alguma, converse com seu bebê em tom suave. Isto o acalmará e o encorajará para novas aventuras. A maioria dos especialistas desaconselha o uso de andador, que pode provocar um efeito inverso ao desejado, isto é, retardar ao invés de apressar todo o processo natural de aprendizagem.

Ela não quer comer

Por volta dos 2 anos, muitas crianças começam a recusar alimentos. Segundo os especialistas, a recusa é provocada pela mudança de suas perspectivas: nessa idade, a criança começa a fazer descobertas, facilitadas pelas suas recentemente adquiridas capacidades de andar e falar, que com frequência, superam em muito seu interesse pela comida. Além disso, há uma queda em sua taxa de crescimento, do primeiro para o segundo ano, de aproximadamente 50%, o que pode fazer com que ela perca seu antigo apetite.

Alguns conselhos podem ajudar os pais a vencer essa situação angustiante: não a force a comer alimentos que os adultos da casa não comem (o exemplo é fundamental); não faça chantagem oferecendo algo de que ela gosta para convencê-la a comer; varie o cardápio e prepare pratos com cores vivas e atraentes; para que ela desde cedo conheça o verdadeiro sabor dos alimentos, ofereça-os crus e sem molho (como cenoura, tomate, folhas); permita-lhe alguma liberdade de escolha; habitue-a a comer junto com os adultos ao menos uma vez por dia; ajude-a a identificar os alimentos dizendo-lhe seus nomes, para que ela aprenda a escolher o que quer.

Prevenindo-se contra a anemia

Fraqueza, cansaço, tonturas, desmaios, olhos pálidos. Fique atenta: estes são os sinais característicos da anemia, doença do sangue provocada pela carência de ferro na alimentação. Para evitá-la ou eliminar seus efeitos, é recomendável alterar a dieta do seu filho.

As fontes mais conhecidas de ferro são: bife de fígado, carne de vaca e miúdos de frango, peixe e porco; se você for adepta de uma alimentação mais natural, prefira as leguminosas como vagem, lentilha, soja, ervilha e feijão, ótimas fontes de ferro que possuem a vantagem adicional de serem mais facilmente assimiladas pelo organismo. Em qualquer caso, consulte sempre o pediatra e siga suas recomendações.

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