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Assunto: Comportamento

O papel dos pais na educação e na orientação profissional dos filhos

01/10/2013 - Texto por Letícia Bechara

Quando pensamos nos caminhos para a escolha da profissão, a primeira ideia é o impacto e a força da família na influência da orientação profissional. Em matéria de educação, o modelo familiar é o primeiro contato das crianças com os padrões culturais, já que, a partir dele, ela estabelecerá seus conceitos sobre o mundo.

As experiências escolares e o convívio com amigos e familiares formam as primeiras impressões sobre o que é trabalho. Dessa forma, quando pensamos sobre a escolha da profissão, o processo começa ainda na infância, época em que a criança vai se familiarizando com os modelos e formando as primeiras impressões a partir da experiência profissional dos pais.

Hoje, na maioria das famílias, ambos os pais trabalham e passam boa parte do tempo comentando sobre o ambiente profissional. Essas manifestações têm impacto direto na mente e na formação dos “futuros profissionais”.

A figura paterna, no entanto, exerce uma influência diferenciada. A mãe, além do trabalho externo, ainda acumula os cuidados com a casa e a família, preparando as refeições e todas as tarefas diárias. O pai sai cedo, passa o dia fora e, pela própria natureza masculina, envolve-se menos nos detalhes do dia a dia.

Para as crianças com idade entre 8 e 9 anos, o pai é visto como um herói, capaz de tudo e de todas as coisas: joga futebol, constrói pipas, conserta bicicleta e troca lâmpadas. Faz tudo e ainda trabalha!

Pensar na profi ssão do pai, nessa fase da vida, geralmente tem um significado: “Meu pai é o melhor. A empresa onde ele trabalha é ótima porque dá presente no Dia das Crianças e no Natal. E o trabalho é muito importante. Quero ser como ele”.

Entretanto, conforme a criança amadurece, essa concepção vai se tornando mais ampla e abstrata. A noção de trabalho fica realística e, às vezes, decepcionante.

Na adolescência, tudo é questionado pelos filhos, que já percebem a motivação real das atividades. Muitos tiram suas próprias conclusões: “Não quero a vida do meu pai para mim. O telefone dele não para. Ele fica à disposição dos clientes e esquece a família”. Esse é um tipo de comentário bastante corriqueiro.

Daí a importância do diálogo e do envolvimento familiar na hora de falar sobre a carreira. Os filhos passam a observar os pais dos colegas, comparando profissões, salários e atividades, para assim formarem as próprias opiniões.

Os pais podem e devem compartilhar suas experiências profissionais com os filhos, destacando pontos fortes e fracos das escolhas. Mas não devem sobrecarregá-los com as frustrações que tiveram ao longo de sua formação, depositando neles seus sonhos não realizados. Precisam orientá-los para que façam as próprias escolhas e arquem com as responsabilidades.

As primeiras entrevistas de emprego e os processos seletivos devem ser compartilhados, comparados e vivenciados por todos da família. Dessa forma, os laços se fortalecem e o legado da experiência profissional pode passar “de pai para filho”.

Letícia Bechara é pedagoga e coordenadora de vestibular da Trevisan Escola de Negócios. 

Publicação:
Outubro 2013 - Edição: 48

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