Parto normal ou cesariana

parto normal ou cesarianaO teste de gravidez dá positivo e os planos começam a fervilhar na cabeça das mulheres. E dai já vem as dúvidas também, que vão desde as etapas do pré-natal até a decisão entre parto normal ou cesariana.

Lógico que além dos médicos, as mães, amigas, primas e irmãs também adoram contar as suas experiências e dar opiniões. Mas o que ajuda mesmo é filtrar as informações e informar-se – com livros, cursos, palestras e perguntas aos especialistas – a respeito dos tipos de parto, para assim, escolher o método mais seguro para a mulher e o bebê.


“A mãe deve ser a maior responsável por escolher entre parto normal ou cesariana, mas com a orientação do médico durante o pré-natal. Cabe ao especialista falar sobre as vantagens de cada tipo de parto”, defende Rosane Rodrigues, obstetra e especialista em reprodução humana. “No parto normal, por exemplo, contamos com a ajuda de uma equipe multidisciplinar, com psicóloga e fisioterapeuta. Se bem orientada, esta mãe cooperará muito mais durante o trabalho de parto”, acrescenta.

Considerar a escolha feita pela gestante, uma vez que ela foi informada sobre pontos positivos e negativos de cada procedimento, é um respeito que os médicos devem à paciente. Não há um tipo de parto certo ou errado. O normal ainda pode ser visto como a melhor opção em caso de gestações sem riscos para a mãe e o bebê, mas a cesariana salva vidas e garante a saúde de ambos, em alguns casos.

Conheça a origem da cesariana

Por volta do ano de 1500, em uma pequena cidade da Suíça, chamada Sigershaufen, treze parteiras não foram suficientes para que a mulher de Jacob Nufer desse à luz. Desesperado, o marido pediu permissão às autoridades locais, e ele mesmo, com sua experiência em castrar porcas, abriu a barriga da mulher. O que Jacob não imaginava é que entraria para a história como autor da primeira cesariana. Jacob colocou a gestante em uma mesa e cortou, com todo o cuidado, o abdômen da esposa, retirou o bebê e fez a sutura.

A cesariana evoluiu com o avanço da medicina, diminuindo consideravelmente os índices de mortalidade materna. Para a obstetra Rosane, a cirurgia deve ser o último recurso, ou a primeira alternativa quando há patologia obstétrica. “Em casos de placenta de inserção baixa, doença hipertensiva específica da gestação, apresentação anômala, dentre outras”, enumera a pediatra neonatalogista Ana Paula Caldas.

Como qualquer cirurgia considerada de grande porte, a cesariana oferece riscos de infecção e hemorragia. Mesmo assim, hoje, ela é a campeã dos tipos de partos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou no Brasil, no ano de 2010, 52% de cesarianas. Sendo que 82% delas são registradas na rede privada, enquanto na pública este índice é de 37%.

Veja a seguir algumas características de cada de parto, mas lembre-se que para decidir entre parto normal ou cesariana, é preciso conversar bastante com o seu médico e obter o máximo de informações possíveis sobre cada procedimento.

Parto normal

É um parto vaginal, no qual há contrações para alcançar a dilatação. Se não existe passagem suficiente para o bebê, os médicos podem realizar o episiotomia, um corte cirúrgico na região perineal. E em caso de contrações muito fortes será aplicada uma anestesia peridural. Quando o colo do útero estiver dilatado por completo, as paredes do útero junto ao esforço da mãe impulsionarão o bebê para fora. A recuperação é de aproximadamente 15 dias.

Parto Cesariana

É uma cirurgia que só deveria ser realizada por motivos médicos, quando a mãe ou o bebê corressem perigo. A gestante recebe uma anestesia peridural ou geral, em casos específicos. Será feita uma incisão de 10 centímetros e sete camadas de pele até o útero para a retirada do bebê e da placenta. São dados pontos cirúrgicos para fechar o corte. A recuperação é de aproximadamente 30 dias.

Parto Humanizado

É um parto totalmente natural sem nenhuma intervenção médica. Pode ser realizado em hospitais ou em
casa. A duração do procedimento é considerada longa, há gestantes que ficam mais de 30 horas em trabalho de parto. A mulher escolhe qual a melhor posição, lugar e quem vai acompanhá-la durante a chegada do bebê. A recuperação é de aproximadamente 15 dias.