Protetor solar infantil, tudo o que você precisa saber

protetor solar, indispensável para o verão

Se a exposição excessiva ao sol pode provocar grave problemas para a nossa saúde, imagine para as crianças! Como a camada de ozônio tem diminuído substancialmente nos últimos anos, intensificando os efeitos da radiação solar no nosso planeta, bebês e crianças sofrem muito mais com esses efeitos devido a pele fina e delicada e estão mais sujeitos a queimaduras. Por isso, protetor solar neles!

No verão, a incidência de queimaduras de pele aumenta, porém, os papais precisam saber que os raios solares também são nocivos no inverno. Portanto, é importante ter cuidado e proteger a pele do seu filho todos os dias, inclusiva na sua boquinha.

Um banho de sol diário, de cinco a dez minutos, é recomendado e importante para estimular a produção natural de vitamina D pelo organismo, que proporciona a fixação de cálcio nos ossos. Os raios solares também apresentam ação bactericida, acelerando o processo de cura de pequenas infecções na pele (impetigo) e de lesões causadas por picadas de insetos (prurido).

Tudo isso não fará mal aos bebês, mas é fundamental estar atento aos horários em que ele pode tomar o banho de sol. Muitos papais e mamães acham que basta apenas evitar o sol mais intenso, das 10 às 16 horas, mas na verdade este horário irá protegê-lo apenas dos raios do tipo UVB, causadores das temidas queimaduras e vermelhidão. A radiação UVA, ligada ao envelhecimento precoce e ao câncer de pele, já é intensa às 8 horas. Por isto, é importante expor seu filho ao sol bem cedinho ou após às 17 horas, e de maneira indireta: sempre sob guarda-sol, usando roupas adequadas (bonés e chapéus de abas largas) e com proteção solar. Conforme ele vai crescendo, o tempo de exposição pode aumentar, de acordo com orientação de um pediatra. Ah, e se for passear com seu pequeno no carrinho de bebê, além do protetor solar, não esqueça de utilizar algo que o deixe com contato indireto ao sol.

Utilizando o filtro solar

Não é recomendável que os pequeninos menores de 6 meses usem filtro solar, pois eles são mais suscetíveis ao desenvolvimento de alergias. Além disso, a pele deles é muito sensível e os rins ainda imaturos, o que faz com que eles absorvam mais facilmente as substâncias químicas dos produtos, ao mesmo tempo tenham menos capacidade de eliminá-las pela urina. Assim, eles precisam muito mais receber os cuidados anteriores durante o dia.

Após o período de 6 meses, o pequeno já pode contar com o filtro solar para ficar protegido. O produto tem que ser aplicado cerca de 20 minutos antes de sair de casa, para que ele penetre na pele, e a cada 2 horas caso o bebê entre em contato com água ou transpire bastante. A proteção deve ser um hábito, mesmo durante o banho de sol ou o caminho para a escolinha, e principalmente durante as atividades favoritas dos pequenos, como praia, piscina e parque.

Os produtos que protegem a pele do sol mais comuns são os químicos, mas alguns são menos agressivos, incluindo também composição orgânica. Na hora de comprar, lembre-se que um fator de proteção (FPS) muito alto não eleva a proteção da pele na mesma proporção, além de aumentar o risco de alergias. O FPS está ligado apenas ao tempo de exposição para que a pele comece a ficar vermelha. Para bebês o ideal é um filtro solar com FPS 30. Além disso, é extremamente importante consultar se o produto age contra os raios UVA procurando a sigla PPD na embalagem.

Os filtros do tipo físicos ou inorgânicos apresentam a vantagem de serem menos absorvidos pelo organismo, pois formam uma barreira na pele. Nesta categoria entram a pasta d’água e os bloqueadores à base de dióxido de titânio, de óxido de zinco e de tinosorb. A desvantagem é que eles são mais difíceis de serem espalhados e deixam a pele esbranquiçada, mas garantem o mesmo efeito.

Também é importante conferir a data de validade, pois os ativos perdem o efeito com o passar do tempo e com a exposição ao meio. Por isso, se você tiver um produto comprado na última temporada que já foi aberto, descarte-o, mesmo que ainda esteja no prazo.

Como identificar uma queimadura de sol e o que fazer?

Uma queimadura leve provocada pelo sol deixa a pele vermelha e quente ao toque. Quando a queimadura é mais grave, podem aparecer bolhas, além de inchaço na pele e febre. Independente do caso, é sempre recomendado procurar atendimento médico nas primeiras 24 horas após a queimadura.

Caso o pequeno tenha sofrido uma queimadura de sol, é importante oferecer bastante água para hidratá-lo. Para bebês menores de 6 meses, a bebida ideal é o leite materno. Para aliviar o incômodo da queimadura, molhe uma fralda de pano ou gaze em água fresca, retire o excesso de água e aplique devagar na área atingida por entre 10 e 15 minutos, algumas vezes por dia. Não use água gelada ou gelo sobre a pele,

porque o frio em excesso também provoca queimaduras.
Se incomodar muito, apele para medidas caseiras e acrescenta uma colher de maisena de bicarbonato de sódio à água, aumentando a sensação de alívio. Evite sprays e produtos para queimadura com benzocaína na fórmula, pois eles podem causar irritações ou reações alérgicas.

A pele começará a descascar entre três e 10 dias depois da queimadura. Para aliviar a coceira, os papais podem passar hidratantes à base de água ou aloe vera, específicos para bebê. Neste período, é de extrema importância que o bebê fique devidamente protegido do sol e evite cutucar a região, pois a pele estará ainda mais sensível do que já é.