Sequestro de crianças: Saiba tudo sobre esse tema assustador e descubra como evitar

ilustração sequestro criança

Há algumas semanas, um homem tentou sequestrar uma criança que estava a poucos passos de distância dos pais, na Avenida Paulista, em São Paulo, em plena luz do dia. O fato fez com que essa preocupação constante dos pais voltasse a ser discutida, já que tentativas e sequestro são as principais causas para o desaparecimento dos pequenos hoje em dia, principalmente em locais aglomerados.

É claro que nem todas as informações que você recebe sobre quadrilhas de sequestradores são verídicas e só acabam aumentando a tensão, mas o descuido dos pais faz com que os sequestros de crianças se tornem cada vez mais comuns. Ambientes onde os pequenos ficam mais à vontade, como parques, clubes, circos, teatros e shopping centers podem passar uma falsa sensação de segurança, fazendo com que os adultos se distraiam com outro assunto e não percebam o seu filho sendo abordado.

O desaparecimento dos pequenos é responsável por uma experiência traumática para todos os envolvidos. Insegurança, culpa, violência, angústia e, em casos extremos, morte, são algumas das situações que podem afetar a família e também a criança vítima de um sequestro. Por isto, todo o cuidado é pouco no que diz respeito à segurança e proteção do seu filho.

Os motivos para o sequestro infantil variam, e nem sempre estão associados ao pedido de dinheiro pelo resgate. Tráfico de drogas, tráfico de órgãos, exploração sexual e exploração de trabalho estão entre os principais fatores que ocasionam um sequestro. Além disso, e sobretudo no caso das crianças, o sumiço também pode ser causado por um dos pais ou familiares de forma proposital, em caso de separação do casal ou disputa pela guarda.

Nenhuma mãe deseja enfrentar uma circunstância tão infeliz como essa, e a primeira reação para recuperar a criança é realizar um boletim de ocorrência imediatamente, pois ele é o documento que formaliza o início do processo de investigação da polícia. A família estará emocionalmente abalada, mas é preciso colaborar com os policiais, passando detalhes sobre as características do seu filho, fornecendo fotos, citando quem são as pessoas mais próximas e em qual local a criança estava no momento da ação. Se necessário, procure ajuda profissional, como um psicólogo ou um terapeuta, para ajudar a lidar com essa difícil realidade e, o mais importante, não se culpe pelo acontecido.

Existem duas boas oportunidades para um sequestrador agir: quando os pais não estão de olho nas crianças e quando elas, por inocência, se afastam de seus responsáveis. É por isso que informações sobre prevenção é a melhor forma de garantir a segurança dos pequenos, desde que o assunto seja abordado de maneira leve e não se torne uma paranoia materna. Pensando nisso, a Alô Bebê preparou algumas dicas que podem ser úteis.

Postura dos pais para evitar sequestro de crianças

- Alertar o seu filho sobre o perigo do sequestro, dialogando e aconselhando diariamente sobre sua proteção quando os pais ou familiares não estiverem por perto.

- Observar mudança de comportamento. Se a criança estiver sendo aliciada, você logo irá notar, pois ela provavelmente chegará com objetos e presentes oferecidos pelo aliciador.

- Conhecer as pessoas com quem a criança irá se envolver, como professores, monitores, seguranças da escola, amiguinhos e motorista da van.

- Providenciar um cartão ou pulseira com o contato dos responsáveis e o endereço residencial para o seu filho. É essencial quando ele ainda é muito jovem e não memorizou esses dados.

- Ficar de olho nos pequenos em locais que estejam lotados. Deixe para mexer no celular ou conversar com os amigos em um momento mais tranquilo.

- Observar como seus filhos navegam na internet e questionar sobre as pessoas com quem eles conversam online.

- Manter o celular sempre carregado, para o caso de precisar fazer ligações de urgência.

- Deixar as portas do carro travadas e colocar as bolsas no porta-malas.

- Conscientizar desce cedo as crianças sobre as consequências do envolvimento com drogas.

Orientações para as crianças

- Não conversar com desconhecidos pessoalmente nem por meio da internet.

- Não aceitar alimentos ou presentes de desconhecidos.

- Não acreditar em recados de estranhos, como se estivessem trazendo mensagens de algum familiar ou dos próprios pais.

- Não se aproximar de um carro onde há pessoas pedindo por informações ou entrar em casas de desconhecidos que prometem algo.

- Quando estiver saindo ou chegando em casa, evitar passar em ruas escuras ou pouco movimentadas e, sempre que possível, andar acompanhado.

- Se a criança perceber que está sendo seguida, ela deve entrar na primeira casa ou loja e pedir a ajuda para um adulto.

- Se seu filho estiver desacompanhado e alguém o incomodar, gritar bastante para chamar atenção.

- Memorizar o endereço da casa, os principais telefones e os nomes completos do papai e da mamãe.

- Saber reconhecer e pedir ajuda para um policial.