Problemas mais comuns na gravidez

Alterações hormonais, a preparação do corpo feminino para acolher o novo ser e o estado psicológico da gestante são fatores que determinam os sintomas da gravidez.

A gravidez é um processo completamente natural para a mulher, por isso, almeja-se que o organismo aceite esse período sem percalços e complicações.

Alguns sintomas são mais comuns no início da gestação, quando o corpo ainda adapta-se à presença de um ser vivo dentro dele e por causa da ação de hormônios como o gonadotropina coriônica humana (HCG), encontrado em maior incidência no começo da gravidez, responsável pela estimulação ovariana de dois outros hormônios imprescindíveis no período, a progesterona e o estrogênio. Além desses, outros hormônios passam a atuar no corpo da mulher, como a prolactina e relaxina.

Outra razão para o desconforto pode ser a mudança de pH estomacal, que fica mais alcalino, ocasionando náuseas, vômitos e enjoos. De acordo com o ginecologista e obstetra, Alexandre Zadeu Rossi, o desconforto pode ser aliviado com o consumo de sucos de frutas cítricas como abacaxi, limão ou laranja, que equilibram o pH. O médico lembra que esses sintomas são mais comuns nos primeiros três ou quatro meses de gravidez, a partir daí, o organismo tende a ser menos sensível às náuseas.

Outro problema comum às mulheres grávidas, o inchaço do corpo ocorre, na maioria das vezes, a partir do sexto mês de gravidez. A principal causa se dá em virtude da pressão sofrida pelo tórax com o aumento do útero, o que dificulta a circulação sanguínea. Neste caso, o uso de meias elásticas de compressão e de alguns medicamentos (receitado pelo médico) contribui para a melhora. Se houver permissão médica, caminhadas regulares também ajudam a atenuar o problema.

Quando o inchaço vai além dos membros inferiores e afeta mãos, braços e o rosto, a causa pode ser outra. Na maioria das vezes, o sintoma advém do aumento da pressão arterial. Considerada doença específica da gravidez, a hipertensão arterial pode acometer mulheres apenas no período de gestação, e volta ao normal depois do parto. Neste caso, o controle é feito por meio de medicamentos. Mas pode ocorrer da pressão arterial da mulher não retornar aos índices normais.

O médico explica que essas mulheres já eram propensas a desenvolver o problema desencadeado durante a gravidez. Para contribuir com o bom andamento da pressão arterial, o obstetra afirma que a mudança de alguns hábitos faz muito bem. "É importante ter qualidade de vida, evitar situações de estresse, movimentar-se e não ficar de pé por muito tempo."

Para atenuar a maioria dos sintomas decorrentes da gravidez e levar uma vida saudável antes e depois do parto, Alexandre Zadeu Rossi alerta para uma alimentação saudável, livre de gorduras poli saturadas, frituras e bebidas alcoólicas. É imprescindível praticar exercícios físicos e não fumar , o que contribui para o bem estar da mãe e do bebê. Para as gestantes, ele recomenda exercícios de baixo impacto, como a natação, hidroginástica e caminhadas leves.

Para as mães habituadas à prática esportiva, vale manter o mesmo nível e intensidade de exercícios, desde que não haja nenhum impedimento médico. Manter-se calma, evitar estresses profissionais e familiares também são fundamentais para que a gestante passe esses nove meses tranquila e saudável. Nesse período, as mulheres tornam-se mais sensíveis, e o que seria algo simples de resolver toma vultos maiores. O apoio familiar também é fundamental, quanto mais acolhida e amada a mulher se sentir, mas tranquila será sua gravidez e mais saudável será o bebê.

E também, é importante buscar o máximo de informações possíveis sobre como será o desenvolvimento da gestação e do bebê ao longo dos nove meses, para isso a Alô Bebê oferece a ferramenta Gravidez Semana a Semana. Confira!