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Problemas de visão

Seu filho vai mal na escola? Coça e pisca demais os olhinhos? Machucou a vista em alguma brincadeira? Fique atento, pois ele pode apresentar algum problema de visão! Nunca é tarde demais para uma consulta no oftalmologista. Ele dará um tratamento especial para o problema de visão da criança. 

Cuidados especiais com recém-nascidos 

Mesmo os recém-nascidos podem apresentar algum problema de visão. Para detectar os problemas de visão da criança, os médicos utilizam um procedimento de praxe na própria maternidade. Após o nascimento, são feitos exames em todas as partes externas do bebê. Entre elas estão os olhos. "Caso o pediatra ou o oftalmologista que examina o bebê encontre alguma alteração, como olho torto, um olho maior do que o outro, má formação de córnea e íris, conjuntivite, etc, são feitos outros exames no recém-nascido, para avaliar até quanto existe o comprometimento ocular", afirma o oftalmologista Dr. Laerte Goldbach. Para os bebês que recebem oxigênio nas incubadoras, o processo de avaliação ocular é mais rígido, pois o excesso de oxigênio recebido pode provocar alterações na retina do recém-nascido.

Estrabismo na infância

De acordo com Dr. Goldbach, os problemas de visão mais frequentes na infância são: estrabismo e a falta de óculos. "Tem muitas crianças que enxergam bem. Só que elas enxergam bem de apenas um olho. É difícil para uma mãe detectar, pois a criança age naturalmente, faz seus movimentos, assiste televisão... Mas um olho enxerga bem e o outro não. Sendo assim, a criança precisa ser submetida a uma avaliação". Dessa maneira é possível evitar que o olho que não enxerga bem, seja por estrabismo ou diferença de grau de óculos, apresente um problema chamado "Ambliopia", que é uma deficiência gerada por essa diferença de visão. Em alguns casos, é colocado um tampão no olho que enxerga bem. Assim, o olho ruim será "incentivado" para ter uma visão binocular perfeita.

Alterações frequentes que podem indicar algum problema de visão:

  • Olho torto. 

  • Falta de reflexos de algum dos olhos em fotografias (a pupila aparece esbranquiçada, e não "vermelha").

  • Tamanho do olho: um olho cresce mais do que o outro.

  • Coçar muito os olhos.

  • Piscar muito.

  • Enjoo em viagens.

  • Dores de cabeça.

  • Desinteresse escolar.

  • Olhos irritados.

Fique de olho!

Faça com que seu filho use sempre o cinto de segurança, mesmo quando ele estiver sentado no banco traseiro. Além de evitar maiores problemas em acidentes, ele pode proteger a vista da criança de traumas e o contato com objetos pontiagudos como estilhaços de vidro. Não deixe a criança colocar nada perto dos olhos, como colírios e objetos no geral.

"Se o pediatra ou a mãe notam qualquer alteração no olho da criança com um, dois ou três anos, é preciso encaminhar para um oftalmologista".  A partir dos três anos, mesmo não tendo problema de visão, é aconselhável que a criança faça visitas de rotina ao oftalmologista. Aparentemente seu filho pode não apresentar problemas  de visão algum, mas só o oftalmologista poderá dizer se ele tem visão normal ou não.


O mito da televisão, videogame e computador


Seu filho fica frequentemente na frente desses aparelhos eletrônicos? Provavelmente. Não se preocupe, pois eles não causam risco para a vista da criança. "Como a criança fica com o foco muito parado no monitor, acaba cansando. Porém, o cansaço é maior para quem já apresenta problemas visuais e não faz o tratamento adequado". Isso também vale para os papais e mamães!

Você sabia?

  • Aproximadamente 20% das crianças em idade escolar precisam de óculos.

  • Quando não corrigidos, os problemas visuais podem interferir no desenvolvimento educacional e social.

  • Até os oito anos é possível corrigir os problemas e melhorar a qualidade visual dos olhos.